Bem vindos!

Resgatar a história de um móvel é manter nossas raízes. Renovar uma peça, da qual você está cansada, é dar uma nova chance ao que também tem história. Por mais que você pinte e renove, ela sempre terá seu desenho original, indicando uma época. Isso é respeito à nossa cultura e respeito ao meio ambiente.

Sandra Guadagnin

sábado, 15 de janeiro de 2011

Casa de campo - sonho meu e de todo mundo.

Pedacinho do paraíso.

Por mais de uma vez tive a oportunidade de estar nesta chácara, que pertence ao primo de minha cunhada.

A paz das ovelhas.

A casa tem detalhes peculiares, muito bem pensados. Estão vendo a abertura próxima ao chão? Pois alí é como um forno, onde se faz fogo no inverno, aquecendo o piso da casa, que possui canais de abertura para que o calor se espalhe por toda a extensão do térreo. 

O Frei, em latão fundido, sempre pronto para avisar que tem visitas.

Detalhes aproveitando peças antigas.

Moldura maravilhosa: a ovelha negra em destaque na janela com cortina feita da antiga sacaria.

O quarto fica no mezanino. Todo feito com madeira reaproveitada, vinda 500km, de um antigo curtume da família do morador.

Janela acima da cama, fazendo a vez da cabeceira. Observe a mescla de madeiras, somente aplainadas no local e envernizadas.

A mesma janela ainda.

O campo de pastagem, visto do térreo.

O piso é de granito, em dois tons.

A mesa é um velho tonel cortado ao meio, com tampo em vidro e rodízios. As banquetas foram esculpidas em troncos, não há emendas nos pés.

A melhor parte: o fogão à lenha. Abastecido a todo momento, fica aceso até o final do dia. Olha o paneleiro ao lado, não podia faltar, não é?!

De novo o fogão. A chaminé passa pelo quarto, no mezanino, esquentando as noites frias.


Fiquei encarregada de fazer a salada, vindo de uma horta orgânica de uma comunidade vizinha. Olhe a fruteira ao lado da lareira, feita com discos de arado.

As canecas de shopp penduradas, as conservas caseiras ao alto. Panela de barro para o barreado, prato típico do litoral do Paraná.

O arroz fumegando na panela de ferro, olha que tem que ficar de olho, para quem nunca usou este tipo de panela, foi uma nova experiência.
  
Meus filhos correram atrás das ovelhas e pescaram no lago em frente a casa, onde há grandes peixes trazidos de Mato Grosso, mas estes são protegidos do morador.

O espaço preferido do morador: a churrasqueira. A luminária de roda de carroça, a canga dando as boas vindas, as gamelas para temperar carnes, o armário de madeira rústica. Quase tudo foi feito no local, o trabalho com a madeira bruta, alguns móveis e aproveitamentos de objetos antigos.
  
A churrasqueira novamente.


O lavatório em madeira, que fica entre os banheiros.

Este é o detalhe mais admirável da casa: uma carroça pendurada no teto, a uma altura de aproximadamente 250 do piso, com um colchão dentro e é onde o dono dorme vez em quando (acho que não me arriscaria tirar uma soneca aí, rsrsss).

Só senti falta de uma coisa neste local: flores. Mas como é um ambiente mais masculino, devido aos afazeres da chácara, que possui criações de vários animais, a madeira e os materias rústicos prevalecem. Mesmo assim, não perde o charme e a originalidade. O dono é um adorador da história, tudo tem um grande valor sentimental, e ele nos passa isso, detalhando a procedência de cada peça e o carinho que demonstra por elas, é o tipo de pessoa determinada, que nunca deixa para depois o que pode ser feito agora e que quase nada é impossível de ser executado. Dá um jeito, resolve por sí. Enfim, apesar de jovem, é alguém para se passar um bom tempo ouvindo histórias.


2 comentários:

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