Bem vindos!

Resgatar a história de um móvel é manter nossas raízes. Renovar uma peça, da qual você está cansada, é dar uma nova chance ao que também tem história. Por mais que você pinte e renove, ela sempre terá seu desenho original, indicando uma época. Isso é respeito à nossa cultura e respeito ao meio ambiente.

Sandra Guadagnin

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Curso Básico de Restauração de Móveis - AGOSTO 2017

Caros leitores, sempre agradeço a visita de vocês, para quem dá uma passadinha por aqui vez em quando ou para quem está nos visitando pela primeira vez...

Hoje, trago notícias sobre o curso de Restauração de Móveis que está ocorrendo na oficina Madeira em Forma, em Curitiba - PR.

No percurso de nosso prazo, tivemos de adiar a finalização de alguns móveis, que estavam, em partes, tomados por cupins. Sempre fica a dúvida se há ou não "vida" correndo dentro da madeira. Mas, em caso de dúvida, previna-se! Fomos o que fizemos. Banhos de querosene com veneno específico, muito plástico para abafar e um tempo de espera de 20 a 30 dias.

Como sabermos se tem cupins ou não? As sujeirinhas que ficam no móvel denunciam tudo.

Os cupins (imagem "a") deixam os orifícios da madeira cheios de pequenos grânulos, já as brocas (imagem "b") deixam um pó muito fino, com a aparência de um talco.
  

Na sequência, fotos do móvel de uma aluna do curso de restauração, que está em andamento. O primeiro passo foi remover todo o acabamento com lixa grossa, para abrir a madeira e localizar os pontos danificados e analisar se alguma peça precisará de substituição...



Abaixo, as "trilhas" dos cupins localizadas são abertas com estiletes ou algum instrumento pontiagudo, para que o veneno penetre pelas galerias e após o tratamento, podermos corrigir com massa específica para madeira. 


As partes mais danificadas em um móvel geralmente são a base, como os pés na imagem abaixo e o fundo...


As madeiras mais finas não são as preferidas, pois limitam a movimentação nas colônia dos cupins.


Toda madeira clara é mais suscetível ao ataque, pela maciez e facilidade para formar colônias. Cupins não gostam de madeiras duras e amargas. Há também madeiras que tem partes brancas, chamadas "brancal", partes estas, preferidas pelos bichinhos.

Enfim, a melhor forma de combater o inimigo é estudando suas estratégias. Tem muito conteúdo bom sobre o assunto na internet. Comentei mais sobre os cupins porque são mais comuns em móveis. 


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Ou aprenda muito mais sobre restauração de
móveis no curso presencial...


 Abraços e até breve!
Sandra Guadagnin