Bem vindos!

Resgatar a história de um móvel é manter nossas raízes. Renovar uma peça, da qual você está cansada, é dar uma nova chance ao que também tem história. Por mais que você pinte e renove, ela sempre terá seu desenho original, indicando uma época. Isso é respeito à nossa cultura e respeito ao meio ambiente.

Sandra Guadagnin

domingo, 16 de janeiro de 2011

Casa de campo na cidade.

Uma surpresa em meio ao concreto da cidade. Protegida pela cerca de "palanques" chumbados ao concreto. No tempo desta foto, as plantas ainda não haviam crescido, porém hoje o verde predomina no jardim.

Feita na medida, para um casal sem filhos, esta casa tem o tamanho perfeito para seus moradores. Aqui, na frente da casa, pedriscos de rio, trazidos de Poxoréo, Mato Grosso, fazem a drenagem do espaço destinado aos carros, com dormentes entremeando.

Esta casa é muito especial. Nela moram pessoas muito estimadas por mim. Esta morada tem a personalidade deles. O dono é quem executa todos os detalhes, sempre com o apoio da companheira. Mesmo sem nunca ter trabalhado em contrução de forma alguma, ele segue o instinto e sempre chega ao resultado que quer. São detalhes que personalizam o espaço de viver e tornam os ambientes únicos e memoráveis por quem passa por lá.

O pé da mesa fui eu quem deu de presente, já o detalhe em madeira no topo é de uma antiga tafona (fabriqueta de farinha de mandioca), que fora demolida em uma fazenda próxima. Esta peça é composta de várias lâminas, bem perigosa para uma mesa, mas o dono garante que é segura, desde que não se cruze as pernas ou que crianças resolvam se enfiar por alí.

Um grande tampo em vidro e esta pronta uma peça única.

Os ambientes da casa receberam pequenas cangas, feitas pelo morador. Aguardam as cúpulas ainda.

Aqui, os fundos da casa. O lugar é sossegado, num bairro afastado do centro.

A foto não ficou lá essas coisas, mas dá para ver o geral. É nesta cozinha rústica, ao lado do fogão de tijolos que os moradores tomam seu chimarrão logo cedo. Se reúnem toda semana com amigos e familiares, abaixando a mesa e bancos, cabem umas dez pessoas, estas peças são de execução do dono também, tudo muito minucioso. 
Todo mundo se "amontou" em volta do pequeno fogão, para comer pinhão, batata doce assada na chapa ou polenta com frango caipira.

O cantinho das panelas está em constante movimentação. Alí, usam o fogão quase todo dia e cada panela tem sua finalidade. Comi um camarão delicioso, feito na panela de barro. O rádio está na família há quase 5 décadas e é dele que sai o som da música de raíz, bem cedo e ao anoitecer, ouvimos o chiado, em busca das estações, de São Paulo a Berlim, damos uma pequena volta ao mundo.

O rádio novamente.


Xodó do morador, esta videira não tem preço. E o pior é que fica no caminho, entre a edícula e a casa, ao lado de um banco em madeira, onde todo mundo se obriga a sentar ao lado desta tentação. Dá para ver que estão faltando uns grãozinhos no cacho (um fui eu... rss). Mas isso é para o dono lembrar das vezes que beliscava o pomar inteiro de seus tios.

Banco dos namorados. Lugar ideal para por o papo em dia. E a videira, de apenas um ano, cresce feliz no seu lugar de honra.

A caixa de correio é de madeira reaproveitada e a cobertura é uma telha que sobrou da construção. Observe que do lado de fora foi feita uma abertura no tronco para por as correspondências.

Acredito que aqui, nesta linda casinha, esta placa faça juz ao que diz.
 Em breve retornarei lá e registrarei mais detalhes do interior dela.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá! Deixe seu recado e espero te ver mais vezes por aqui.